IV Abril Vermelho UFSCar Sorocaba: 18 ANOS do MASSACRE de ELDORADO DOS CARAJÁS

IV Abril Vermelho UFSCar Sorocaba: 18 ANOS do MASSACRE de ELDORADO DOS CARAJÁS

O Núcleo de Agroecologia Apêtê-Caapuã (NAAC) promoverá nos dias 29 e 30 de Abril, o IV Abril Vermelho (18 ANOS do MASSACRE de ELDORADO DOS CARAJÁS), em que serão abordados temas como Agroecologia e Reforma Agrária no Brasil.

Além de mesas bastante representativas, com camponeses assentados, líderes de movimentos sociais rurais, professores e pesquisadores, o evento contará com intervenções artísticas, performances, exposições, projeções audiovisuais, feira de produtos orgânicos e artesanais provenientes dos assentamentos da região, além de publicações e livros que se relacionam com a temática, manifestos políticos entre outras ações.

Durante o evento será lançada a COALIZÃO EM DEFESA DA FLORESTA IPANEMA, com a divulgação de um manifesto, uma proposta de moção a ser publicada em nome dos participantes do evento e um convite para caminharmos juntos na luta pela preservação ambiental em nossa região.

29/04, terça-feira: Reforma Agrária no Brasil
Sr. José André da Silva – Assentamento Carlos Lamarca – Itapetininga
Sr. Joaquim Modesto da Silva – Secretaria Estadual do MST – SP
Prof.ª Dr.ª Neusa de Fátima Mariano – UFSCar Sorocaba

30/04, quarta-feira: Agroecologia e Reforma Agrária
Sr. José dos Reis Boaventura – Assentamento Ipanema – Iperó
Doutorando Fernando Schneider – Núcleo de Agroecologia Apêtê-Caapuã – UFSCar Sorocaba
Sra. Maria Rodrigues dos Reis – Assentamento Bela Vista – MST

As 19h30 no Auditório da UFSCar campus Sorocaba
Rod. João Leme dos Santos, Km 110 Bairro Itinga
informações: http://www.apetecaapua.wordpress.com
naac.ufscar@gmail.com


MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS

O Massacre de Eldorado dos Carajás foi a morte violenta de dezenove sem-terra que ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, Brasil decorrente da ação da polícia do estado do Pará.

19 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que ocupavam uma rodovia no município de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará, foram mortos pela Polícia Militar, que cumpria ordens de desobstruir a via. Cerca de 70 sem-terra ficaram feridos, alguns com seqüelas para a vida toda.

“Ninguém deveria sequer se atrever a usar palavras como ‘confronto’, ‘incidente’ ou ‘choque’ para descrever o que aconteceu na Curva do S. Aquilo foi uma carnificina brutal, um massacre que permanece impune”, afirma Eric Nepomuceno, autor de “O Massacre – Eldorado do Carajás: uma história de impunidade” (Editora Planeta).

“Agarrado pelos braços, foi arrastado pelo chão e jogado em cima de cadáveres na caçamba da caminhonete. O corpo morto do filho estava embaixo. Não se tocaram. Em cima dele foi atirado outro homem – supostamente, outro morto. Inácio continuou em silêncio de pavor e ouviu que, em cima dele, o homem gemia e dizia coisas sem sentido. A cabeça desse homem pendeu sobre o pescoço de Inácio, que não conseguia entender o que ele sussurrava entre gemidos. Então, alguém que ele jamais saberia identificar aproximou-se com uma lanterna e, à queima-roupa, disparou duas vezes contra aquele homem. Inácio sentiu como o corpo se sacudia em espasmos velozes e finalmente serenava. Até Curionópolis, o homem que morreu em cima de Inácio gotejou sangue.”

Saiba mais: www.apetecaapua.wordpress.com

 

A COALIZÃO EM DEFESA DA FLORESTA IPANEMA é um grupo supra-partidário, formado por entidades da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos, cidadãos e cidadãs das cidades que formam a região Sorocabana, que estão absurdamente indignados com o poder público e suas irresponsabilidades gerais. Em pauta está uma das principais reservas ambientais da região, a Floresta Nacional de Ipanema, que vem sofrendo muito na mão de governos comprados ou incompetentes e empresas gananciosas que não enxergam um palmo a frente de seus narizes, ofuscados por seus mesquinhos desejos egoístas de sucesso, poder e lucro a qualquer preço.

Como assim não pode ter camponês reflorestando áreas degradadas a partir de técnicas agroflorestais – que são as mais avançadas tecnologias da agricultura ecológica -, mas podem explodir tudo para extrair minério, deixando rastros de destruição e contaminação durante o processo, podem jogar lixo indiscriminadamente e fazer merda nuclear sem a mínima cerimônia? Não, não pode! Não passarão!

SOMOS DEFINITIVAMENTE CONTRA:

  • A exploração de minério na FLONA (ou em qualquer outra área preservada);
  • O desenvolvimento de tecnologia Nuclear em solo brasileiro (ou em qualquer outro território do planeta);
  • A instalação de um aterro sanitário na FLONA (ou em qualquer outro local);
  • O tratamento preconceituoso empregado aos camponeses assentados na região (ou a qualquer outra pessoa ou grupo social);

Junte-se a nós e vamos defender o que ainda resta de nossa fauna e flora. Juntos somos fortes! www.preservasorocaba.wordpress.com

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